domingo, 8 de março de 2009

Quero um site, e agora?

Que está na moda, todo mundo sabe. Que é importante para os negócios, também não é novidade. Porém a maioria das pessoas não pensa no que “ter um site” significa realmente. E deixam de perceber o principal: que a base de um site é seu conteúdo. Como assim? Eu explico: a primeira reação que se tem é o choque. Sim, porque algumas pessoas chegam, dizem: “quero um site, quanto tempo leva para que fique pronto?”, e é nesta etapa que o desenvolvedor tem de explicar: olha é preciso que você me passe o conteúdo. E ao término desta palavra surge um grande ponto de interrogação no rosto do cliente.

Vamos a algumas sugestões: antes de mais nada, é necessário que se respondam algumas perguntas. Para que servirá este site? Será um site de vendas, e-commerce? Ou será um portifólio? Que tipo de informação será colocada? Podem ser textos, fotos, áudio, vídeo.... e de onde elas virão? Ou ainda, que tipo de informação é realmente necessária? Porque na internet, “encher lingüiça” não funciona. Os internautas não são muito pacientes e se algo parece chato ou supérfluo, pode ter certeza de que ele nem se dará ao trabalho de ver. Há ainda mais uma questão importante: quem será o público-alvo?

Todas estas informações, fundamentais para o desenvolvimento do trabalho, devem ser definidas pelo cliente! E quanto mais detalhado for o seu briefing, mas fácil será o trabalho do designer e maior a chance dele de desenvolver um projeto exatamente como você queria.
Ah, você não achou que fosse tão complicado, não é? Mais aí entrará aquela parte da conversa, mais complicada ainda: os custos! Além do valor do trabalho do desenvolvedor, que criará o site para você, ainda há alguns outros valores a serem desembolsados. Você precisará registrar um domínio, ou seja, criar, cadastrar e comprar o seu endereço na internet. É através dele que as pessoas conseguirão acessar o seu site, e geralmente é cobrado através de uma taxa anual.
Aí você terá de contratar um servidor, que guardará na rede seus arquivos para que eles fiquem sempre disponíveis quando o seu endereço for digitado. Em geral é cobrada uma mensalidade para esta hospedagem, e podemos pensar nela, exatamente desta forma: um local virtual onde os arquivos do seu site são alocados.

Além de tudo isso é interessante ainda, pagar uma mensalidade para o desenvolvedor, para que ele possa fazer as alterações no seu site sempre que você precisar. Veja que isso é uma sugestão, em geral quando o próprio cliente tenta atualizar o site, a menos que este tenha conhecimento das linguagens, há certo risco de acontecer alguma bobagem. Aí, o custo para “consertar” será ainda maior do que o daquela mensalidade...

É claro que estes são os custos básicos. Conforme o tamanho do projeto poderão ser utilizadas muitas outras ferramentas, de marketing, por exemplo, para dar mais visibilidade ao site. Lembre-se: de nada adianta um site maravilhoso, se ninguém vê.

Há muitas outras formas de utilizar a internet para divulgar e comunicar, tais como blogs, catálogos virtuais, galerias, e até sites de relacionamento. O que vale é se informar e planejar bem para utilizar a web da melhor forma possível, com um bom custo benefício.